16 jul 2013

Trainee na Brasil Foods

A jovem administradora, Evilene Rocha, formada em Administração na ESAGS, diz que a escolha da faculdade favoreceu o ingresso no mercado de trabalho e o início da construção da carreira de sucesso, tão sonhada pelos jovens da mesma idade

Evilene Rocha, ex-aluna de Administração da ESAGS

O sonho de todo jovem que entra na faculdade é adquirir conhecimento elevado que lhe abra portas para as melhores empresas na área pretendida. Ganhar bons salários, ser bem-sucedido, construir uma carreira sólida e de sucesso.

O longo caminho a ser percorrido começa na escolha da universidade, que deve condizer com as expectativas do aluno e impulsioná-lo ao mercado de trabalho. E como escolher a melhor entre tantas espalhadas no Brasil?

Em 2008, a ex-aluna do curso Técnico em Administração, Evilene Rocha, considerou a nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), avaliação do MEC, para estudar o curso de Administração que desejava.

A ESAGS, que já havia conquistado uma nota máxima (5) no exame, até então, com a 2ª obtida em 2009, entrou para a lista de prioridades. Quando soube que o curso tinha Certificação de Qualidade FGV não teve dúvidas onde prestaria o Vestibular.

Bolsista do ProUni, foram quatro anos de muita dedicação, trabalhos acadêmicos, estágios até a entrega do diploma, no fim de 2012. Agora, a jovem administradora atua como trainee na Brasil Foods, um dos maiores conglomerados do setor alimentício e potência no agronegócio do País.

Na entrevista abaixo, Evilene conta a trajetória desde o ingresso na faculdade, os desafios de conciliar trabalhos acadêmicos e estágios, as impressões de vivenciar o mercado e o sonho de estudar no exterior.

Como você escolheu o curso e a faculdade?
Escolhi a graduação em Administração porque fiz Técnico de Administração, no ensino médio. No técnico, percebi que gostava muito de várias matérias contidas. Ao invés de focar apenas em uma das áreas, como marketing ou finanças, achei melhor fazer o curso de Administração, que engloba diversas áreas de conhecimento e me possibilitaria uma noção mais ampla.

Para escolher a faculdade, me baseei em avaliações divulgadas em locais como Guia do Estudante e também em notas obtidas no MEC. Um fator que me fez escolher a ESAGS foi o fato de ter a certificação da FGV*, pois acredito que isto dá um peso ainda maior ao currículo. Finalmente, na época eu não tinha condições de pagar uma faculdade particular e como obtive uma bolsa parcial do Prouni, foi o último fator de escolha.

*O Programa de Certificação oferece aos alunos à experiência acadêmica da Fundação Getulio Vargas, a estrutura curricular e o conteúdo básico das aulas. Ao final do curso, o estudante terá um diploma da ESAGS com a Certificação de Qualidade FGV.

Quais eram os planos iniciais?
Quando entrei na faculdade tinha por objetivo sair formada, com uma grande bagagem de conhecimento e bem inserida no mercado de trabalho. Hoje vejo que consegui atingir este objetivo.

Na faculdade, você participava de atividades extraclasses? Quais?
Sim. Sempre procurei participar de atividades que a faculdade desenvolvia, como palestras, mesas redondas, etc. Além disso, fui integrante, por mais de um ano, do Diretório Acadêmico Livio Giosa, como diretora de marketing. Participei também, durante um período, da CPA (Comissão Própria de Avaliação).

Como foi o ingresso no mercado de trabalho? Você fez estágio ou participou de seleções? Conte as dificuldades e como o aprendizado na faculdade te ajudou.
Minha primeira experiência profissional foi na própria faculdade, em 2010. Fiz estágio na Secretaria Acadêmica de Pós Graduação, na área de Logística. Neste estágio pude começar a me desenvolver e foi nele em que aprendi a ter uma postura profissional. Fiquei neste estágio durante um ano, período que aproveitei para aprender noções básicas e para me candidatar a vários programas de estágio de grandes empresas.

A grande dificuldade neste período foi conciliar trabalho, estudo e as atividades presenciais dos processos seletivos. Além do fato de alguns desses processos serem muito concorridos, com candidatos das melhores universidades do Estado.

Ao final desta fase, fui aprovada no Programa de Estágio da General Motors (GM) e comecei como estagiária em 2011. Lá, aprendi muito, pude aplicar conhecimentos teóricos que adquiri na faculdade, como estatística, marketing, estratégia, etc., até mesmo as habilidades comportamentais, como trabalho em grupo, e postura em discussões / negociações, muito disso aprendido durante a realização dos Taipas*.

*Trabalho Acadêmico de Iniciação às Práticas Administrativas, atividade na ESAGS exercida fora do horário de aula, em que os alunos escolhem uma empresa como objeto de estudo e desenvolvem pesquisas de campo, relatórios sobre a empresa escolhida e expõe o projeto ao cliente para que avalie a proposta apresentada.

Hoje, você atua como trainee na Brasil Foods, uma das principais portas de entrada dos jovens formados ao mercado de trabalho. Como foi conquistar a vaga?

Foi uma grande conquista ter obtido a vaga de trainee, visto que este foi um dos programas mais concorridos do Brasil, mais precisamente o 6º. Conseguir esta vaga foi desafiador, porque além de ser muito concorrido é composto de diversas etapas, que se prolongam por um semestre inteiro. E consegui a vaga logo ao me formar, sem esperar um tempo ou ter que tentar por mais de um ano.

Como na época dos programas de estágio me inscrevi em mais de um processo seletivo de programa de trainee, e priorizando as empresas com as quais mais me identificava, ainda estava na faculdade, realizando meu TCC e as últimas disciplinas da grade curricular.

Durante visita ao Porto de Santos

Como é seu dia a dia na empresa? As aulas na ESAGS ajudaram de que maneira na profissão?
O programa de trainee tem duração de 3 anos. Neste primeiro ano estou no processo de Job Rotation, em que conhecemos todas as áreas da empresa através de apresentações das pessoas da equipe, viagens que fazemos às unidades e projetos que realizamos, ao final das apresentações de cada uma das vice-presidências.

Minha rotina consiste basicamente em entender como as áreas funcionam por meio das apresentações e viagens, além de realizar projetos estratégicos para cada uma. Após este ano serei alocada como trainee em uma das áreas da empresa, onde passarei a trabalhar e a realizar projetos mais focados.

Tem sido uma experiência ótima! Estou tendo a oportunidade de conhecer atividades e áreas com as quais nunca havia tido contato e que, com certeza, serão um valioso conhecimento no futuro.

Quais os projetos para o futuro, pensa em fazer pós, MBA, mestrado ou intercâmbio no exterior?
Por enquanto estou focada no Job Rotation e aproveitando ao máximo a experiência. Pretendo sim fazer um intercâmbio no exterior no fim do ano para aprimorar meu inglês e fazer algum curso de curta duração. Uma pós-graduação está nos meus planos, mas por enquanto nem tenho área de atuação definida, isto é algo que vou definir junto com o RH da empresa onde trabalho hoje.

Mas acredito que para ter um melhor aproveitamento neste tipo de curso é preciso já ter certa experiência acumulada, tanto para conseguir aplicar melhor o conteúdo adquirido quanto, até mesmo, para uma maior contribuição com a turma, na forma de vivências no trabalho. Considero que ainda estou muito no início da carreira e tenho muito que aprender. Quem sabe daqui a uns 2 ou 3 anos?!

1 comentário

  1. Jennifer disse:

    O conceito de trainee aqui em EUA eh beeem diferente.
    O trainee nada mais eh do que um “empregado em treinamento”
    O empregado “vira” trainee enquanto eh treinado por um periodo temporario curto (1 mes ou menos) na funcao que vai se desempenhar.
    Mas pode tambem ser um empregado antigo em treinamento para aprender sobre um sistema novo da empresa.
    Nao se publicam em EUA anuncios de vaga para trainees como fazem no Brasil.
    Eu dou aula de 2 semanas na empresa para coordenadores de marketing aprenderem o produto.
    Eventualmente eu chamo eles de trainees mas eles sao contratados como employees e nao como trainees.
    Oh mania de brasileiro de querer americanizar palavras para tentar ficar mais chique.

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