27 fev 2013

Renovação na graduação

A ESAGS anuncia o novo diretor, César Almeida, que tem como principal desafio manter a qualidade da instituição, representada em duas notas máximas no ENADE e classificada no Grupo de Excelência do MEC

Aos 49 anos, César Rodrigues de Almeida encara um novo desafio na carreira profissional e assume, este ano, a diretoria de graduação da ESAGS após três décadas atuando no setor bancário, parte delas no Santander Universidades.

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica de Petrópolis (RJ) e mestre em Administração, na PUC/SP, César começou a dar aulas de MBA na STRONG/FGV, empresa mantenedora ESAGS.

Agora, ele diz que “o maior desafio será manter e ainda ampliar a qualidade do ensino da escola de negócios, classificada no Grupo de Excelência do MEC e com duas notas máximas (5) no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), nas duas avaliações em que os estudantes participaram.”

Na entrevista, o gestor mostra o planejamento dos próximos meses para a faculdade e fala das expectativas do cargo atual.

Em pouco mais de 10 anos no mercado educacional, a ESAGS já conquistou duas notas máximas no ENADE e foi classificada no Grupo de Excelência do MEC. Como manter a qualidade do ensino para obter resultados semelhantes?
Digo que foi um privilégio substituir a Regina porque ela deixou a qualidade da escola, por isso o mais difícil será manter e ampliar este plano que já é bom. Uma das propostas é aproximar ainda mais os projetos acadêmicos da realidade do mercado de trabalho. Mas vale frisar que o aluno hoje deixa um legado, e é importante explicar para ele que está deixando o nome da escola em alto nível para os demais que chegarem.

De que forma trazer o contexto real da profissão para a sala de aula?
Nós temos pelo menos três frentes de trabalho. Um deles consiste em criar um setor de monitoria, nas unidades Santos e Santo André, que favorecerá a participação ativa dos alunos e incentivará as técnicas de ensino-aprendizagem aos estudantes. Outro é aperfeiçoar o Trabalho Acadêmico de Iniciação às Práticas Administrativas (TAIPA), que estimula os alunos realizarem pesquisas de campo e desenvolvimento de miniprojetos e relatórios com empresas reais. Queremos também ampliar o atendimento no Programa Counseling, que oferece consultoria profissional aos melhores estudantes da faculdade.

Como funciona, na prática, o Programa Counseling?
É um trabalho de consultoria, em que reunimos os melhores alunos de cada turma e os coordenadores e professores dos cursos oferecem consultoria profissional. A ideia é que o jovem descubra, na faculdade, qual área ele mais se identifica na carreira que escolheu. Com o projeto consolidado, a intenção é promover encontros entre os estudantes e especialistas do mercado de trabalho.

Quais os planos para o projeto de monitoria e qual a participação dos alunos?
Esse ainda está engatinhando, mas a proposta é que um aluno ajude outro. Vamos selecionar o melhor aluno da turma, que será o orientador e ficará, à disposição, um dia e horário determinado, antes da aula começar, para esclarecer dúvidas de outros estudantes. Porque a linguagem que ele vai utilizar é outra e facilita ser de ‘aluno pra aluno’, não ser um professor falando e sim um colega.

O Brasil vive um momento em que as empresas buscam mão de obra qualificada e muitas optam por profissionais técnicos. Em sua opinião, quais argumentos usar e garantir a presença dos jovens no ensino superior?
Tem concursos públicos que não aceitam apenas os técnicos formados. Em alguns, o tecnológico, aquele de dois anos, também não é o suficiente. Mas hoje o aluno tem o poder da escolha e está numa fase da vida em que ele não percebe que o estudo fará toda diferença na vida dele. Com o acesso a informação, internet e tecnologia o jovem pode escolher até trocar mais de curso. Os cursos técnicos são essenciais, sem dúvidas. Mas eu sempre digo ‘não pare nunca de estudar, porque conhecimento não se esgota. ’

Os programas federais e estaduais de incentivo ao estudo são boas oportunidades para ingressar na faculdade, representados pelo alto índice de inscrições no último ProUni.
O ProUni é um modelo para quem não tem condições financeiras nenhuma. Aqui na ESAGS nós tínhamos 41 vagas para o Prouni, que foram preenchidas. E observamos que pelo menos 283 inscrições escolheram a ESAGS. E sempre falo que está acontecendo uma revolução silenciosa na educação superior, no Brasil, que ninguém está notando.

Que tipo de revolução?
O preço da mensalidade deixou de ser um problema, porque a pessoa pode escolher a faculdade e o curso que pretende fazer, porque pode optar pelo Fies, que serve para pessoas que ganham acima de três salários mínimos. Ou seja, ela financia a faculdade e pagará o curso, depois de formado, a juros baixos. Além do acesso a informação e ao ensino superior, o Fies provoca uma mudança na sua escolha, porque você vai escolher a faculdade melhor. E a faculdade que não é tão boa assim vai começar a melhorar o ensino. No final, as pessoas vão querer escolher a melhor.

Quais as expectativas do novo cargo?
O mais importante que trago nesses 30 anos de setor bancário é a própria gestão. Além dos projetos que pretendemos implementar, a ideia é construir um networking empresarial, visitar as empresas que têm nossos alunos como estagiários para saber como é o desempenho de cada um, intensificar a participação dos alunos em congressos científicos. E ampliar este projeto da ESAGS, que já é bom.

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