01 ago 2013

Programa Brasileiro de Sustentabilidade GHG Protocol

As faculdades ESAGS e STRONG são as primeiras instituições de ensino, do Brasil, a aderirem ao Programa Brasileiro, depois da FGV. O projeto objetiva promover uma cultura permanente de elaboração de inventários corporativos de Gases de Efeito Estufa (GEE). Leia mais.

As faculdades ESAGS e STRONG são as primeiras instituições de ensino, do Brasil, a aderirem ao Programa Brasileiro GHG Protocol, depois da Fundação Getulio Vargas (FGV). O programa foi desenvolvido, em 2008, em uma parceria da FGV e do World Resources Institute (WRI), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD).

O objetivo do Programa Brasileiro é promover uma cultura permanente de elaboração de inventários corporativos de Gases de Efeito Estufa (GEE), uma espécie de raio-X minuciosa com dados sobre as emissões, e de divulgação pública dessas informações. Hoje, mais de 100 empresas de diversos setores da economia, como Gol, Banco Itaú, Petrobras, Danone, Grupo Abril e Tim participam do projeto.

Para isso, as organizações utilizam uma plataforma on-line de Registro Público de Emissões, criado pelo próprio programa. Um dos objetivos do registro é oferecer às empresas um vasto banco de dados para as empresas e servir de base para os setores responsáveis organizarem políticas internas e externas coerentes.

Inventário de GEE – Recentemente, a ESAGS e a STRONG publicaram os inventários de GEE referentes ao ano de 2012. A equipe responsável pelo documento considerou diversos itens, entre eles, foram a quantidade de energia elétrica utilizada nas unidades educacionais durante o expediente, gás de extintores, fluídos dos refrigerantes, como gás do ar-condicionado, óleo diesel dos geradores e toda a emissão inerentes ao negócio que em sua maioria se traduz em transporte de professores.

Para que as informações se tornem públicas, os dados devem ser analisados pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade – GVces – Fundação Getulio Vargas – FGV-EAESP. Em seguida, o órgão classificará o documento nas categorias Bronze, Prata ou Ouro, que significam o grau de aprofundamento do inventário e serão representadas pelo Selo Carbon Free, que atesta que a empresa teve suas emissões inventariadas e publicadas com base em princípios de relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão.

Benefícios corporativos e para a sociedade - Ao receber o selo, a ESAGS e a STRONG tornam as informações transparentes e públicas, o que permitirá novas oportunidades de negócios no mercado de carbono, atrair investimentos, planejar processos que garantam eficiência econômica, energética ou operacional, além de uma mudança efetiva no comportamento do setor corporativo, com uma nova economia de baixo carbono em respeito às futuras gerações. Para a sociedade, o selo representa o combate ao aquecimento global, a conservação da biodiversidade brasileira e a manutenção de serviços ambientais.

Evento anual do Programa Brasileiro - O resultado será apresentado na próxima segunda-feira, 5 de agosto, no Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, no Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa, em São Paulo. Nesse dia, serão publicados os inventários de GEE das organizações membro do Ciclo 2013 e comemorados os cinco anos do Programa.

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