07 dez 2013

Nelson Mandela: 10 lições de liderança

Veja as lições do líder sul-africano, que passou 27 anos na prisão por lutar contra o regime do apartheid e faleceu nesta quinta-feira, dia 5 de dezembro, aos 95 anos.

O Blog Jovem Executivo mostra a seus seguidores por que Nelson Mandela, carinhosamente chamado de Madiba por seu povo, era um líder nato, daqueles que tinha por natureza encontrar a forma mais sábia de chegar a seus objetivos.

Para isso, utiliza-se de um artigo do consultor especial do presidente da República da Zâmbia, ligado à Universidade de Cambridge e à Universidade da Zâmbia, Martin Kalungu-Banda.

Ele é autor do livro “Leading like Madiba: Leadership lessons from Nelson Mandela” (Liderando como Madiba: lições de liderança de Nelson Mandela), lançado pela Academic Press.

“Os grandes líderes criam caminhos que podemos seguir para encontrar a nossa própria grandeza. Isto não significa que nos tornemos seus clones, pois isso seria impossível e, para além disso, significava perder a riqueza da variedade de personalidades. No entanto, estas grandes pessoas inspiram-nos como modelos e os seus exemplos ajudam-nos a perceber quais devem ser os nossos objetivos ao criar o nosso próprio estilo”, diz Kalungu-Banda.

Vamos às 10 lições de Mandela que podem fazer diferença na nossa vida

1. Cultivar um sentimento de admiração profundo pelos seres humanos.
A liderança é sobre pessoas e cada pessoa é importante. Mandela, tal como Mahatma  Gandhi e Madre Teresa, não tinha um plano de negócios quando começou a sua missão. Tinha, somente, um respeito tremendo pelas pessoas. Aprenda a tratar todos com o máximo de respeito.

2. Deixar-se inspirar pelos dons das outras pessoas.
De uma forma prática, mostre que reconhece que cada pessoa tem um dom especial que é utilizado tanto para o seu bem-estar como para o bem-estar da comunidade ou da organização.
Deve, da mesma forma, ver e celebrar os talentos da sua organização ou comunidade. Quando os membros partilham as suas habilidades de uma forma consistente, os talentos da equipe começarão a emergir. Reconhecer esta capacidade ajuda a espalhá-la.

3. Aumentar a coragem.
Os grandes líderes são corajosos. Isto não significa não ter medos, mas aprender a reconhecê-los, enfrentar a dura realidade da situação e escolher a melhor forma para agir. Num primeiro momento, isto não será fácil. No entanto, se o praticar de forma repetida, irá ajudá-lo a tornar a coragem uma das suas qualidades.
A coragem na liderança também significa escolher não utilizar totalmente o seu poder, o que implicaria acreditar na lealdade e habilidades daqueles que o rodeiam. Isto capacitará os outros para crescer.

4. Ir e pregar o evangelho. Quando necessário, utilizar as palavras.
Lidere pelo exemplo. Não deve pedir aos outros aquilo que também não está preparado para fazer. Ao liderar por exemplo, inspirará mais os outros do que simplesmente dizer o que precisa de ser feito.

5. Criar uma marca própria de liderança.
O nome e imagem de um líder devem estar relacionados com um conjunto de valores. Isto é o que o tornará muito eficaz. Quando as pessoas pensam em si como um líder, devem pensar automaticamente nos seus princípios. Estes são essenciais para orientar a sua organização ou comunidade pelos vários dilemas éticos que, com certeza, enfrentarão.
Avalie, de uma forma consistente, o impacto que está para causar. Se for positivo, faça o que puder para aumentá-lo e consolidá-lo. Se for negativo, encontre formas para adaptar-se ou descarte-o.
Existem três coisas em particular que poderão ajudá-lo a avaliar o seu impacto: criar um ambiente onde as pessoas se sentem à vontade para dizer o que pensam, mesmo quando você está presente; encorajar os seus colegas e mentores a darem feedback honesto; e encontrar, regularmente, o espaço e o tempo para fazer sua reflexão.

6. Praticar a humildade
Os grandes líderes reconhecem os seus fracassos. Em vez de fazer com que percam a fé em si, admita os seus erros e diga quais são as suas limitações. Esta ação fará com que os outros se disponham a ajudá-lo e trabalhem consigo. Ao ser capaz de pedir desculpa pelos seus erros, enviará a mensagem de que a procura pelo pensamento e ação correta são uma prática comum. Isto não pertence nem é controlado por si ou por nenhum outro líder.
Mostrar que estava errado não é sinal de uma liderança fraca. Na realidade, fortalece a sua ligação com os outros, pois mostra que é um deles. Pedir desculpa é uma ação de humildade e a humildade atrai e inspira, o que a sua ignorância não faz.

7. Aprender a viver com o paradoxo Madiba.
A vida é uma mistura de esperança e desespero, alegria e dor, sucesso e fracasso, visão e desilusão. Como líder, tem a tarefa de ajudar os outros a viver com estas contradições com sucesso. Foi isto que Madiba fez. Deve acreditar firmemente e mostrar pelas suas ações que as atuais dificuldades têm que ser confrontadas, independentemente da dor que causam, ao mesmo tempo em que acredita que a vitória chegará. Poderá seguir este paradoxo, por um lado, ao inquirir honestamente e ao partilhar os seus medos e frustrações, e por outro, ao acreditar firmemente no ilimitado espírito e gênio humano para encontrar soluções.

8. Surpreender os concorrentes ao acreditar neles.
Haverá sempre pessoas que discordem do seu estilo de liderança e com aquilo que faz. Não tente silenciá-los, humilhá-los ou derrotá-los. Tente entender os seus pontos de vista e trabalhe no sentido de identificar os elementos positivos.
Deverá esforçar-se para reconhecer, pública e privadamente, o que é digno de elogiar naqueles que se opõem a ti.

9. Celebrar a vida.
A atividade e a conquista de qualquer tipo são sinais de vida que afetam a vida em si mesma. Trabalhamos para melhorar a nossa vida. Pretendemos ser excelentes pela mesma razão, e não só porque parece bem. Tendo isto em conta, devemos celebrar não só o nosso desempenho individual e os nossos dons, mas a vida em si. Como líder, tem que participar de práticas e cerimônias que honram a vida das pessoas que lidera.

10. Saber como e quando deve ser substituído.
Os grandes líderes sabem quando retirar-se do palco principal e ir embora. Preparam a sua saída e certificam-se de que têm um sucessor que continue a construir aquilo que conseguiram. Capacitam os outros para emergir como potenciais candidatos. É isto que sustenta o legado do líder e que permite uma transição suave. Não tem nada a ver com clonar-se, mas sim com reconhecer que não podem liderar para sempre, criando condições para emergir uma nova liderança.

 

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