10 jul 2013

Franquia em Santo André é bom negócio

Um dos motivos que levam ao bom desempenho da região neste segmento é que o Grande ABC forma o 5º polo consumidor no País e vai movimentar, neste ano, R$ 56,18 bilhões – alta de 12,45% na comparação com 2012

Um dos sonhos mais recorrentes do brasileiro é ser seu próprio patrão e as franquias surgem como uma forma de empreender que traz mais segurança para os que nunca tiveram negócio. A boa notícia é que Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá estão entre as 20 cidades mais cotadas do Estado para a abertura de franquias.

O dado faz parte de pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada na análise deste tipo de empresa. A cidade andreense aparece na terceira posição, atrás apenas da Capital e de Campinas. São Bernardo é a quinta colocada, Diadema, 19ª, e Mauá, 20ª. São Caetano não entrou no ranking por ter uma pequena população. A cidade tem cerca de 150 mil habitantes e todos municípios analisados no estudo têm mais de 300 mil pessoas.

Um dos motivos que levam ao bom desempenho da região neste segmento é que o Grande ABC forma o quinto polo consumidor no País e vai movimentar neste ano R$ 56,18 bilhões – alta de 12,45% na comparação com 2012. Somente as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte estão à frente das sete cidades. Os dados são da IPC Marketing Editora.

“O perfil do consumidor da região está mudando e isso abre caminho para vários tipos de negócios”, diz o consultor especializado em franquias, Marcus Rizzo. Ele lembra que o estudo inclui ainda análise sobre as oportunidades por aqui e mostra os segmentos em que há melhores chances de ser bem-sucedido.

O especialista adverte, porém, que o interessado em adquirir um negócio deve se cercar de cuidados. “As pessoas compram franquias de forma muito emocional. Se identificam com o ramo e passam a acreditar que ele vai mudar sua vida. É preciso que o franqueador tenha a frieza de olhar para o candidato e avaliar se ele vai dar conta do recado”, diz o consultor, que recomenda ao comprador verificar quantas unidades próprias o franqueador possui, resultados, modelo de negócios e riscos da operação.

“A pessoa que compra uma franquia está, na verdade, adquirindo atalho na curva de aprendizado de um negócio. Isso implica que erros já foram cometidos e corrigidos e que os processos de trabalho foram testados e estão aperfeiçoados”, diz Rizzo.

Investimento
No caminho da realização do sonho de ser seu próprio patrão geralmente há duas dificuldades: falta de capital e ausência de experiência na administração. Para resolver esses empecilhos existem as microfranquias, apelido dado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) às franquias que custam entre R$ 5.000 e R$ 80 mil mais despesas de implantação e com faturamento mensal máximo de até R$ 30 mil. “Além do preço, não existe diferença entre uma franquia e uma microfranquia”, garante o diretor de microfranquias da ABF, Edson Ramuth.

Mas o valor tem seu impacto. Segundo a ABF, em 2012, as microfranquias cresceram, em faturamento, 22% sobre 2011 enquanto que a expansão geral do setor foi de 16,2% no mesmo período. O número de redes também aumentou, saltando de 336 para 368, evolução de 10% entre um ano e outro. Já em unidades abertas, a elevação foi de 6%. Com total de 844 unidades abertas, entre micro e normais, o Grande ABC detém participação de 4,2% no mercado brasileiro de franquias – há dois anos era de apenas 2%. Ou seja, sua fatia mais do que dobrou em 24 meses.

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Informações: Diário do Grande ABC.

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