20 mar 2013

Especialista conduz reflexões sobre motivação pessoal e profissional

A oportunidade aconteceu na noite desta 3ª (19/3), no 2º dia de palestras da Semana FGV Management, em Santo André

O tema motivação foi o segundo assunto abordado na 1ª Semana FGV Management, que segue até sexta-feira (22/3), na unidade Santo André da STRONG. A palestra É hoje que eu encontro a motivação estimulou os participantes a pensarem sobre os paradigmas da motivação nas empresas, a importância de fazer algo diferente e como identificar, encorajar e manter o interesse da equipe.

Sob o comando da professora de Gestão de Pessoas e coach, Daniela do Lago, o público foi convidado a refletir sobre a importância do estar presente e escolher suas ações, para o dia de hoje, e criar um futuro com base na visão, disciplina e paixão.

Segundo a especialista, as pessoas não devem confundir motivação com animação. “Motivação é o motivo para ação e cada um tem o seu. Ela está associada a necessidades, portanto, assim que alcançada, um novo “motivo” deve ser estabelecido e logo a motivação mudará a todo o momento”, concluiu Daniela.

1ª Semana FGV Management
O objetivo da semana, organizado pela unidade Santo André da STRONG/Fundação Getulio Vargas, é debater temas atuais do mercado de trabalho e promover a integração entre os palestrantes e os profissionais.

Clique aqui para ver mais fotos do evento.

Confira abaixo a programação dos próximos dias:

20/03 – “Marketing como um diferencial”, com Prof. Arnaldo Schvartzer;

21/03 – “A Arte de Vender e Gerenciar Serviços”, Prof. Alexandre Bahia Freire;

22/03 – “Empreendedorismo e Governança Corporativa”, Prof. Carlos Alberto Di Agustini.

Horário: a partir das 20h

Local: Av. Industrial, 1.455 – Campus Jacarandás

Tel: (11) 4433-6166.

Inscrições no site da STRONG.

 

1 comentário

  1. Angela Paes disse:

    Comentários do título da palestra: “É hoje que eu encontro a Motivação”

    É importante destacar que, em se tratando de motivação ainda estamos no período preparadigmático. Vejam,

    Em primeiro lugar, vamos definir o termo Motivação: uma ação autônoma, persistente e sempre dirigida a objetivo específico. Isto é muito diferente da atuação condicionada, estimulada ou incentivada que necessita da presença de estímulos para impulsionar e manter muitas das atuações desejadas. Na Motivação acontece o contrário. A pessoa apresenta uma conduta independente que quaisquer “Esquemas de Reforçamento” ou qualquer condição incentivadora presente.
    Importante ressaltar que as ações de um indivíduo motivado podem se manter ou até se pronunciar frente a qualquer tipo de adversidade. Nesse sentido, compreende-se porque a Motivação é o estado mais almejado por grande parte das Empresas.

    Agora, um pouco do que a Motivação não é.
    Motivação não é estar satisfeito, com vontade e energia para realizar atividades.
    Motivação não é qualquer ímpeto a ação, como se diz, pura movimentação.
    Motivação não apresenta uma faceta tão somente positiva, produtiva. E digo mais, Motivação não acarreta necessariamente atuação com qualidade.
    Não basta afirmar que certo indivíduo se encontra motivado. Isto nada explica e esclarece sobre o seu estado comportamental. A motivação é um estado comportamental por excelência e está sempre intrincada com fins bem determinados.
    Não há relação direta entre Valores e Motivação. Pudera se os nossos mais preciosos valores desencadeassem condutas motivadas!
    Motivação não é um subproduto direto da produtividade, e, tampouco, não se pode conceber a Motivação como um “elemento comportamental mágico” que tudo resolve. E mais, Motivação não é um fenômeno que se inscreve somente dentro de ambientes Organizacionais, mais sim um estado particular do Homem.
    A Motivação é um fenômeno raro do comportamento humano!
    Motivação não pode ser confundida com “Sistemas de Recompensas ou Movimento.
    Motivação não é sinônimo de energia, entusiasmo, ânimo ou vontade.

    A Motivação não é um estado que se generaliza por todos os aspectos do comportamento humano. Isto quer dizer que não é possível a pergunta: “Afinal, ele está ou não motivado”. A Motivação é sempre uma conduta dirigida a finalidades bem especificas. Exemplo: você pode apresentar motivação para realizar uma função no trabalho e não para outras; você pode estar motivado para permanecer em certo ambiente organizacional e não estar motivado para os estudos. E olhe que incrível, você pode estar motivado unicamente para ganhar certa promoção, mas não apresentar motivação para realizar seu trabalho.
    Nenhum comportamento humano é caracterizado apenas por dois estados distintos: estar motivado ou desmotivado; satisfeito ou desanimado; triste ou feliz – pura ciclotimia. Pense, nem você funciona desse jeito!
    E o que falar do termo Automotivação? Pura tautologia, não é mesmo? É claro que a Motivação é um fenômeno comportamental peculiar dos humanos, só que não pertence a nenhuma classe de condições ou circunstâncias.
    O mercado repete insistentemente o seguinte pensamento: “ninguém motiva ninguém, mas os líderes precisam fornecer condições para que as pessoas possam despertar sua motivação”. Eu pergunto: isso faz sentido? é lógico? dá para compreender?
    Os estímulos do meio ambiente são incontáveis e, de uma forma ou de outra, estamos sempre respondendo a eles e sofrendo transformações. A Socialização e o Condicionamento é um fato. E mais, pessoas motivadas são também fortemente influenciadas por eventos corriqueiros, principalmente quando o objeto de sua motivação é encontrado no meio ambiente. Imagine um colecionador numa feira nacional de discos e afins, onde ele pode encontrar produtos que são a razão da sua motivação. É claro, líderes necessitam estimular e reforçar constantemente as atuações da turma e orientá-los para as execuções. Mas essa Estimulação ou Condicionamento representa apenas o primeiro passo – o que já denota empreitada muito difícil para a maioria dos gestores. E sabem por quê? Porque a maioria deles não se encontram motivados para implantar seguidamente esse dinamismo no ambiente.

    Condicionamento ou Movimento é um fenômeno do comportamento humano muito diferente da Motivação. No Condicionamento as ações são impulsionadas e mantidas pela presença dos estímulos do meio ambiente, enquanto na Motivação os comportamentos são de certa forma bem independentes de qualquer força externa. Indivíduos motivados são capazes tenazes em seus intentos superando até grandes adversidades por essas condutas. E repito, não é de admirar que superestimamos esse estado comportamental!
    Interessante mencionar que, se o Condicionamento é uma forma ativação do comportamento humano, esse fenômeno não pode guardar semelhança alguma com o que é entendido como “Motivação Extrínseca”. Como é possível o uso do termo “Motivação” Extrínseca para o que não consideram como ação motivada? A simplicidade deste raciocínio está justamente na diferenciação dos vetores, externo e interno – garanto que o conceito da Motivação precisa ser revisto sob outra ótica teórica que, em minha opinião já se mostrou insustentável.
    Outra forte questão gira em torno do mito de que qualquer ação motivada é sempre positiva, construtiva ou produtiva. Favorável mesmo. Ora, partindo da definição da ação motivada, como não admitir que assassinos em série possam não apresentar motivação? E o que dizer de um colaborador altamente resistente às regras e muitos dos procedimentos?
    Não se pode confundir Valores com Motivação. Em nossa sociedade de consumo, sucesso, dinheiro, fama, etc. são considerados fortíssimos valores sociais. Podemos até assegurar que a totalidade da população prima por esses valores, mas o interessante é que nem todos adquirem motivação. Pense nisso: Quantos indivíduos que, por motivos sérios de saúde, necessitam e estão muitos dispostos a fazer regime alimentar, mas não conseguem adquirir motivação a esse intento?!!

    Palestras, ou qualquer outro tipo de evento, normalmente estimulam e energizam a ação da maioria dos ouvintes. É fato que essa nova energia ativa e impulsiona as condutas, mas diga-se, por tempo determinado – e isso é normal e esperado. São comportamentos que surgem em função da novidade que foi inscrita no ambiente. A isto chamamos de Adaptação.
    Um fato bastante característico desse fenômeno é que a energia da atuação dura “pouco” porque a força de influência do evento (palestra) vai paulatinamente sendo depreciada, enfraquecida com a passagem do tempo. Mas, é importante ressaltar que esse mecanismo em nada se assemelha à ação motivada.
    Concluindo: quase a totalidade dos colaboradores, ao passar por qualquer evento estimulante sai energizado, mas poucos adquirem realmente uma ação motivada. A motivação prescinde de outras relações.

    Outro ponto: ter simplesmente motivos, mesmo que fortes, em nada garante comportamento motivado. Se esse pensamento procedesse não teríamos maiores problemas em motivar, não é mesmo?
    Obrigada,
    Angela Paes!

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