10 out 2012

Empreendedorismo na veia

Caio Magenta, sócio da Elemídia do Litoral de São Paulo, franqueado da maior empresa de mídia out home da América Latina, conta sua trajetória na empresa e a experiência profissional e pessoal que envolve a abertura de uma empresa e o trabalho em Londres

A mídia digital Out of Home – tradução de mídia fora de casa – é tendência no setor da comunicação. A marca Elemidia é a maior operadora no segmento, na América Latina, e está presente em mais de 35 cidades brasileiras e em Buenos Aires, na Argentina.

A divulgação é realizada em monitores de alta definição, distribuídas em edifícios comerciais, shopping centers, hotéis, universidades, academias e até supermercados, que transmitem em tempo real uma programação segmentada ponto a ponto capaz de impactar 15 milhões de pessoas diferentes por semana.

A parceria com o Grupo Abril, em 2010, colaborou com a distribuição de conteúdo de alta qualidade e a expansão dos negócios. Nesse mesmo ano, a marca chegou a região da Baixada Santista por meio do empresário Caio Magenta, sócio da Elemídia do Litoral de São Paulo.

A filial da Baixada conta com dez funcionários, um faturamento de mais de 100% ao ano que deve triplicar a curto prazo. A expectativa é do próprio Caio Magenta, que aos 31 anos, explica as razões do sucesso da Elemídia no litoral, compartilha o início da trajetória profissional e pessoal, desde a abertura de uma empresa ainda na graduação e a experiência em Londres.

Como foi a criação da sua agência de publicidade?

A ideia da agência Tatarana surgiu, em 2002, quando estava no último ano da faculdade de Publicidade e Propaganda, na USP, e abri com mais um amigo de sala. No segundo ano do curso, eu conciliava dois estágios: um no departamento de criação da Euro RSCG Brasil, um dos maiores grupos de agências internacional, e no departamento de cinema da USP, o CINUSP Paulo Emílio, que tem uma sala de cinema gratuita e aberta ao público que inclusive foi nosso primeiro cliente, de muitos que conquistamos ao longo de seis anos. Atendemos o Centro Cultural Banco do Brasil, Editora Planeta, Goodlight – do Grupo Pão de Açúcar, Industrias Suzano, entre outros, até eu decidir estudar em Londres.

Conte como foi a experiência na agência Euro RSCG, no Brasil.
Eles atendem grandes clientes e me ajudou a ter visão holística de uma agência de publicidade, o que impulsionou abrirmos a Tatarana. Lembro que o processo de estágio foi intenso, com 3 mil inscritos e apenas 10 selecionados.

E a vivência na capital britânica, quais as dificuldades enfrentadas?
Comecei trabalhando como garçom e barman até conseguir uma vaga na agência Brand X, especializada em desenvolvimento de marcas e identidade corporativa de grandes empresas, e eleita, em 2007, a melhor do setor do Reino Unido. O mais difícil foi a imersão na cultura inglesa porque eles exigem que você se adapte as regras do jogo e conheça a cultura deles para assumir qualquer posição. Mas a experiência dos estágios que tive no Brasil, minha agência de publicidade e saber falar inglês ajudaram muito.

E como a Elemídia entrou na sua vida?
Ainda estava em Londres quando conheci a mídia out of home, que na época já era bem consolidada no país, embora nunca tivesse ouvido falar. Achei demais e pesquisei na internet como ela funcionava no Brasil e descobri a Elemídia. Quando voltei ao País criei uma nova marca, a Magenta Comunicações, para continuar no ramo da publicidade e investir nessa nova mídia. O negócio deu tão certo que o vice-presidente da Elemídia da América Latina, Flávio Polay, me convidou para ser franqueado da empresa no Litoral.

Nessa trajetória, qual foi o aprendizado?
Vim de uma família de comerciantes e o espírito empreendedor sempre acompanhou minha carreira. Costumo dizer que se você não foi funcionário um dia, não saberá ser patrão. A experiência que tive em empresas importantes ajudou a entender muita coisa, como saber cobrar um funcionário ou fornecedor.

O que o mercado de trabalho espera hoje dos jovens?
Uma boa formação acadêmica sem dúvidas faz a diferença no mercado porque dá a base para toda a vida profissional. Não parar de estudar, vestir a camisa da empresa, ter compromisso e gostar muito do que faz vão diferenciar os candidatos em um processo de seleção.

Programação segmentada pode atingir 100 milhões de pessoas por semana

Divulgação acontece em monitores de alta definição           

 

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