28 ago 2012

De médico a gestor de hospital

Dr. Wagner, ex-aluno da STRONG Internacional, conta sua experiência no início da carreira de gestão e a vivência nos módulos internacionais da STRONG.

Em 2009, o médico ortopedista Wagner Octavio Boratto, 48 anos, assumiu como diretor de planejamento da Fundação do ABC, em Santo André, uma Organização Social de Saúde (OSS) mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC e de uma rede assistencial que compreende 10 hospitais, 3 AMEs e 10 UPAs na Região do ABC e Litoral de São Paulo. Na ocasião, o especialista sabia que o desafio era imenso e a responsabilidade grande.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, pós-graduado em ortopedia pela Unifesp e em Administração Hospitalar pela São Camilo, além do MBA em Gestão Empresarial pela STRONG/FGV, Wagner Boratto arregaçou as mangas e decidiu aprimorar o conhecimento, no exterior, e se preparar para os desafios da nova função.

Abaixo, Dr. Wagner conta como aconteceu essa mudança de vida, o início da carreira como gestor e a experiência adquirida nos módulos internacionais da STRONG que participou e o ajudaram a elevar o conhecimento.

Quando fui convidado a assumir o cargo de diretor de planejamento na Fundação, atuava como assessor de planejamento, cargo ligado diretamente ao presidente do conselho. O desafio de ser gestor era imenso e a responsabilidade muito grande.

Tratava-se da primeira mudança de rumo em minha carreira, pois havia trabalhado com gestão e administração de hospitais e planos de saúde, mas não com essa envergadura. Até então eu era predominantemente médico e passaria a ser um líder que cuidaria de conteúdo técnico, com funções e questões essencialmente políticas, em sete municípios, staffs de prefeitos, secretários de saúde, orçamentos, entre outros.

A especialização em MBA em Gestão Empresarial foi fundamental nesse processo e fez uma diferença profunda. Com o passar do tempo fui conhecendo os módulos internacionais que a STRONG oferece e que parecia algo distante da minha realidade como médico. Mas todas as questões que envolviam gestão, administração, o próprio curso de MBA me levaram ao desejo e anseio de conhecer mais.

Primeira parada: Hong Kong
A primeira oportunidade surgiu em 2010 com o módulo China Business & Economic Strategies for Managers, na Chinese University of Hong Kong, em Hong-Kong. O crescimento de um país do outro lado do continente associado à curiosidade que eu tinha de vivenciar outra cultura me fascinou. O pioneirismo e a ousadia da escola em desbravar o oriente me fizeram optar pelo curso.

Decisão acertada! Os professores Sergio Tadeu e Pedro Melo e os amigos do grupo foram companhias perfeitas para descobrir novas culturas, técnicas e certificar ainda mais que estava no caminho certo, no sentido de buscar algo novo e enriquecedor à minha nova carreira.

Segunda parada: a encantadora Lisboa
O segundo módulo foi no Centro Universitario de Lisboa / ISCTE, em Lisboa/Portugal, onde estudei Gestão de Negócios, em 2011. A cidade é muito agradável e nos acolheu muito bem. Nada mais empolgante do que participar do dia a dia das pessoas, viver a crise econômica que eles estavam passando, que teve como ponto alto o pronunciamento do ministro da economia, pela televisão, sobre o plano de contenção econômica.

O ISCTE é um centro de referência em Lisboa e as aulas foram de excelente padrão técnico. Uma visão comparativa entre o descobridor-Portugal e o descoberto-Brasil fez com que percebessemos o quanto evoluimos e somos espelho para a Europa em termos de desenvolvimento.Tudo enriquecido com a presença da prof. Sônia, que acompanhou o grupo, sempre muito solícita e foi irreparável quanto ao apoio, representando mais uma vez muito bem a STRONG Internacional.

Terceira parada: Vicenza, tradição e modernidade
Para fechar com chave de ouro participei do módulo Management of Innovation. Quality, Clusters, International Brands and Business, em Vicenza/Itália. A turma foi pioneira na STRONG e as descobertas foram sem fim. A acolhida pela FONDAZIONE CUOA foi ímpar.

Falamos sobre clusters (modelo ainda usado em algumas regiões da Itália), que serviram de modelo para algumas localidades aqui no Brasil. Os professores detêm alto padrão técnico, com destaque para a aula do prof. Nicola Minervini que falou sobre relações comerciais, confrontando Brasil e Itália, com muita propriedade por ter morado 22 anos no Brasil. Não posso deixar de ressaltar mais uma vez a questão cultural, que para os alunos (a maioria de famílias oriundi), foi algo marcante. O encontro com nossas raízes foi indescritível.

Mudanças para toda vida!
Todos os módulos foram muito interessantes: o aprendizado sobre negociação, estratégia e liderança fez com que minha vida mudasse. Os módulos internacionais, independente do lugar onde estive, acrescentaram muito nas questões técnicas, culturais e no networking. Soma-se ainda, a excelência da STRONG Internacional na figura de seus professores que nos acompanham, apoiam e supervisionam o grupo e as aulas. O módulo internacional aproxima e desmitifica o cenário empresarial mundial. Após cursar um deles, sentimos que trabalhar aqui ou lá (seja em que país for) é apenas uma questão de opção pessoal.

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