18 jul 2014

Cuidado com as pegadinhas da internet

Redes sociais facilitam sua vida, mas também são um perigo para o compartilhamento de notícias falsas na web
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a vida cada vez mais corrida, milhões de brasileiros criaram o hábito de se informar sobre o que acontece no País e no mundo por meio de Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais. Contudo, você já parou para analisar que há muitas montagens rolando on-line, além de notícias falsas ou até notícias verdadeiras, mas que são velhas e voltam a aparecer tempos depois apenas com o intuito de aplicar pegadinhas?

Pois é, caro amigo. Mais do que se informar por meio da rede, é preciso hoje em dia ter cuidado para discernir e compreender rapidamente o que é verdadeiro do que é falso. Um efeito colateral da tão sonhada evolução tecnológica, mas que você pode superar rapidamente se tomar alguns cuidados a partir dos exemplos aqui citados e das dicas de segurança que o blog Jovem Executivo preparou.

CASOS CLÁSSICOS
Na última terça-feira (15), o Facebook viveu uma invasão de engraçadinhos que decidiram brincar com o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter demitido o treinador Luiz Felipe Scolari. Um dia depois da notícia, diversos internautas postaram links para notícias como Dunga é o novo técnico da Seleção Brasileira, Parreira é o novo técnico da Seleção e Leão não recusa convite e assume comando da Seleção.

Todas as publicações acima são verdadeiras, mas foram levadas ao ar pelos principais portais brasileiros em 2006, 2003 e 2000, respectivamente. Ao bater o olho apenas no título do texto que a pessoa publicou no Facebook, muita gente sequer se dá ao trabalho de ler o conteúdo e já sai compartilhando a informação, o que faz a pegadinha ganhar corpo, se espalhar como rastro de pólvora e inundar as redes sociais.

Agora vamos deixar de lado o mundo esportivo e partir para algo ainda mais grave: a alimentação. Em abril, os leites Elegê, Líder e Parmalat tiveram suas vendas suspensas por conta da contaminação de lotes com formol. Muitos internautas, assustados, compartilharam a notícia. Outros, sabe-se lá por qual motivo, passaram a espalhar nas redes sociais uma outra história, de 2013, quando a marca Batavo teve a venda de seus leites suspensa.

Isso gerou um prejuízo duplo para ela, pois já teve a imagem arranhada uma vez e viu muitos internautas garantirem em 2014 que deixariam de comprar novamente o produto, sendo que desta vez ele não tinha problema algum. Após o episódio do formol, a notícia sobre a condenação do fundador da Parmalat a 10 anos de prisão também voltou a bombar na web. Detalhe: ela é de 2008, nada tendo a ver com os fatos do último mês de abril.

DICAS
Para não cair em uma pegadinha, nem contribuir de forma involuntária com o desserviço na internet, se liga em algumas dicas campeãs que listamos.

1 – Cheque o site em que a notícia está postada.
Muitas das publicações fakes são de sites que se propõem a fazer isso como uma forma de humor. Os campeões neste quesito são os seguintes:
- www.oledobrasil.com.br
- www.diariopernambucano.com.br
- www.g17.com.br
- www.diariodebarrelas.com.br
- http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald
- www.obairrista.com
- www.sensacionalista.com.br

2 – Veja a data de publicação.
É algo bem simples e só dá o trabalho de você clicar no título que aparece chamativo em seu Facebook ou Twitter e olhar o dia em que tal conteúdo noticioso foi ao ar. Isso ajuda você a não acreditar que, por exemplo, dois aviões decidiram atacar novamente o World Trade Center, em Nova York, como em 11 de setembro de 2001. Por mais mórbido que seja, há pessoas que compartilham isso até hoje e outras que se assustam novamente.

3 – Confira a qualidade do texto.
Se há muitos erros gramaticais, de concordância e repetições de palavras, saiba que a chance de um texto ser fake é gigantesca. Assim como a citação de nomes de pessoas que, hipoteticamente, ocupam cargos importantes dentro de uma empresa renomada, mas que você jamais ouviu falar delas. Exemplo clássico: Gunther Schweitzer não é um diretor da Central Globo de Jornalismo, muito menos se deu ao trabaho de escrever um e-mail gigantesco afirmando para amigos mais próximos que a Copa do Mundo de 2014 estava vendida pelo Brasil, o que justificaria os 7 a 1 sofridos para a Alemanha na semifinal. Conheça esta história e tenha mais cuidado ao se informar daqui para frente.

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