04 jul 2012

Autenticidade e ousadia: é o que o mercado espera dos jovens

O mercado de trabalho é amplo e sempre há vagas para os bons profissionais. Ouvir experiências de quem já passou pelo processo de adaptação e aceitação nas áreas escolhidas pode ser sempre uma boa receita de sucesso. Na edição desta semana do “Bate-Papo” sobre mercado de trabalho, ouvimos a advogada e jornalista, Carolina Marchioli, que compartilha o início da jornada profissional, as dificuldades enfrentadas, o aprendizado e dá dicas para as novas gerações.

Aos 31 anos, Carolina Marchioli atua como assessora de relações institucionais da Santos Brasil, referência na operação de contêineres na América do Sul, é coordenadora titular do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp/Santos, diretora-adjunta do NJE do Estado de SP, diretora de divulgação e eventos do Instituto de Estudos das Operações de Comércio Exterior (ICEX) e acompanha estudos sobre a ISO 28.000, que trata da segurança da cadeia logística e de conselhos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

1) Como você ingressou no mercado de trabalho e onde exerce sua função?
Sou de uma família de advogados e por isso a primeira faculdade que me formei foi em Direito, em 2002. Ao longo do curso, estagiava em magistratura e aprendi muito a prática da profissão. Nesse tempo, também viajei para a Espanha e Toronto onde tive contato com outras culturas e idiomas. Mas foi na volta da viagem ao Canadá que decidi ingressar no curso de Jornalismo e seguir a carreira da comunicação. Frequentei estágios, trabalhei com televisão, em jornal diário e assessoria de imprensa, mas foi no setor corporativo, em 2008, que encontrei minha verdadeira vocação. Hoje, sou assessora de relações institucionais da Santos Brasil, departamento que ajudei a projetar e desenvolver na empresa.

2) Quais os resultados dessa estruturação?
Estamos imprimindo uma nova cultura na empresa, desde a imagem e a reputação da Santos Brasil, que é transversal. Nós fomentamos relacionamentos internos, facilities, suporte a outros departamentos para a presidência, Recursos Humanos, onde auxiliamos na concentração de talentos e visitas internas que recebemos de escolas e outras corporações que tenham interesse em conhecer o Porto de Santos, outro canal que também abrimos para a comunidade.

3) Quais as dificuldades e aprendizado nesse percurso?
Encontrar a linha de atuação e me posicionar no mercado foram os maiores desafios. Sou muito versátil, característica muito forte nos jovens de hoje. Ainda mais a área de relações institucionais que é nova, tem poucas referências, e tive que criar esse segmento. Está sendo uma excelente oportunidade.

4) O mercado de trabalho espera da nova geração, na sua visão?
Estamos em um momento de mudanças de cultura que vai do micro ao macro e que passa por diversos setores, como político e social. Essa mudança significa ampliar canais de comunicação das empresas com a comunidade e profissionalizar o conhecimento. O jovem de hoje deve ser autêntico, ousado, perceptivo, tolerante e respeitar limites, porque proatividade não é mais diferencial e sim a competência básica. É importante também descobrir os objetivos, traçar uma meta e manter o foco.

5) A boa formação acadêmica ou experiências no exterior são suficientes? Por quê?
Tudo depende de como esse processo é conduzido. A viagem no exterior é super válida, desde que o jovem consiga se relacionar com outras pessoas, explorar a cultura local para trazer essa bagagem de volta. Do contrário, não agrega. 

Fale com a gente: que assunto sobre mercado de trabalho você gostaria que fosse abordado?

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